sexta-feira, 1 de junho de 2012

As vergonhas mais vergonhosas.


Todo mundo tem vergonhas que já passou ou vai passar na vida.
Algumas provocadas por nós mesmos, outras por pessoas que nos acompanham e outras alheias, as alheias que se danem.
Vamos a elas:

Vergonha 1 :
Final do ginásio – eu era nerd, e fiz uma música idiota apenas pra ganhar nota, o foda dos nerds é que só eles lembram de alguns trabalhos, enfim minha música foi escolhida  por ser a única a ser apresentada na sala de aula e pra ser apresentada no dia do estudante ou sei lá que data comemorativa vergonhosa.
Eu nunca soube nada de música (a não ser quando fingia tocar violino pra ir pro playcenter, deixa pra lá) então tinha que ensaiar  a musica e nem eu , nem os coleguinhas ensaiaram subimos no palco e cantamos ..na verdade ninguém nem sabia a letra , parecia um jogral dus infernos e detalhe era  uma paródia em cima da música do Skank “pacato cidadão”, até hoje se eu ouvir essa música eu choro, desespero.
Um dia vou inventar um buraco portátil, algo que se abra nesses momentos e você possa ir pra  sua casa tipo tele transporte.

Vergonha 2:
Na  época da faculdade  eu já bebia e daí vieram aquelas que na hora você até acha o máximo...tipo “fama poder e glamour”, puro engano o outro dia sempre chega com a ressaca e uma tal vergonha de um momento que não sei ao certo, mas subi no palco e cantei Cássia Eller “ malandragem” tenho problemas com essa música mesmo quando ouço sozinha sinto vergonha de mim..ou do que eu pensava que podia ser, achei por alguns momentos que era a Cássia Eller.
Nota: Nesse dia meu irmão diz que viu e estava pegando uma mocinha no fundo da festa e fingiu que não me conhecia...tarde demais.
Tenho um amigo marcelo que quando me apresenta pra alguém sempre conta isso quando quer dizer que sou legal.

Vergonha 3:
Eu formei e meu pai querendo me ajudar descolou um contato super fodástico, eu estava praticamente empregada e era na praia...nossa não poderia querer coisa melhor, até que enfim ,meu pai depois daquela boneca Barbie aos 8 anos , não tinha me dado tanta alegria.
Liguei pro tal cara que me fez falar com a filha a suposta dona da agência de publicidade, então conversamos algumas amenidades tal e coisa e lá pelas tantas ela me diz então onde você formou, falei onde e ela não sabia que lá tinha curso de arquitetura...
Minutos de silêncio, eu “oi?” porque arquitetura?
Ela ué a vaga é para arquiteta seu pai disse que você formou em arquitetura.
Bom pedi desculpas disse que havia algum engano (o engano foi minha mãe ter transado com meu pai  9 meses antes de janeiro de 82...esse foi o engano)
Agradeci e fim.
Nota : hoje em dia meu pai já sabe dizer o nome da minha profissão e minha mãe tem uma vaga idéia do que eu faço. Sou publicitária. Mas isso ainda não é defini se é uma vergonha.

Vergonha 4:
Consegui trabalhar  estava em uma agência de publicidade,  meio várzea mas os clientes eram legais e estávamos em uma reunião sobre uma feira de exposições o cliente era uma imobiliária e estávamos verificando o layout do projeto e como seria melhor disposto os móveis dentro do stand , confesso a reunião estava longa,  tinha bastante gente falando e eu não tinha emitido nenhuma palavra, pensei vou dizer algo inteligente. E  eu disse  para a dona  “ Thais porque não consultamos um arquiteto para ver como ficaria melhor aproveitado esse espaço?”
 O pai dela o sócio fodão  GARGALHOU . Ela fez eu repetir a pergunta, eu repeti mesmo sabendo que ia dar merda e ela então disse : “Iná estamos em 5 arquitetos aqui na mesa”
Nota : Bom eu ri , devo ter ficado roxa na hora de vergonha mas meu 5 nego que entendem do assunto e 2 horas de reunião pra decidir o óbvio. Falei mesmo.Devo ter carma com arquitetos.

Vergonha 5:
Outra  agência de publicidade , eu já mais madura aprendendo a manter a boca fechada e aprendendo a engolir sapos . Tínhamos uma apresentação de campanha pra um cliente pica das galáxias, ele era nossa maior conta e queríamos que ele renovasse o contrato.
Meu patrão da época ( nota: o cara passou 300 vezes na fila da mulísse), se meteu em todas as peças e linhas criativas, fez um samba do crioulo doido enlouqueceu a criação, a redatora cada vez que tinha que retomar o projeto tinha um  colapso, enfim finalizamos a super idéia ridícula dos infernos, porque tem gente que só tem ego e esqueceu a inteligência em casa.
Detalhe EU tive que apresentar a campanha , a sorte que meu patrão tosco também foi junto e a cada peça que eu passava para o cliente eu notava a cara de desgosto dele o cliente, tentei não emitir nenhuma expressão mas acho que ficou claro que eu não concordava com aquele lixo. Meu patrão não satisfeito começou a explicar coisas se utilizando das mais bizarras analogias para esclarecer o “insclarecível”.
Nesse dia eu também queria ter o tal buraco interplanetário  portátil, mas não nem a mesa da sala de reunião me caberia, a vontade era sair correndo , ou simplesmente rir. Sabe aquele riso frouxo “se fudemos”. Naquele dia se eu tivesse dançado conga La conga  em cima da mesa teria sido menos vergonhoso.
Nota : Sim o cliente saiu fora,  eu antes disso  consegui dar o feedback pro meu patrão, com muita satisfação eu disse “o cliente achou a campanha péssima” (ele usou a palavra péssima porque desconhecia outra pior), o meu patrão resumiu dizendo que o cliente tinha mal gosto. Bom eu pedi demissão um tempo depois pra resgatar a dignidade.

Vergonha 6:
A mais recente foi que fiquei com um moço daqueles que a gente deseja desde a época da faculdade, quase 10 anos eu diria,  foi tudo ótimo , o cara era legal mesmo como eu imaginava, os amigos dele eram legais também , gostaram de mim  e me trataram muito bem.
Fomos pra uma baladinha em um dia, agradável, no outro fizemos um churrasco na casa de um dos amigos, conversas , bobagens..bebidas ,ele super legal,  eis que apareceu uma moça que  ofereceu  ameaça pra mim e o corpo pra ele(....) pirei e foi só ribanceira abaixo,  não sei se ela deu em cima dele, não tinha condições de discernir fiquei possuída pelo ciúme. Acordei no outro dia com um monte de mensagens  enviadas para o celular do bofe. ..sem respostas .Depois disso deletei o numero de celular dele. Analisando friamente, eu teria corrido de alguém com a minha atitude também.
Nota : As vezes penso que ele poderia ser o homem da minha vida, ou não. Mas o mais louco é que sabotei tudo sozinha, sou talentosa nisso.

Como puderam notar enumerei  por ordem cronológica e não por potência, porque sinceramente eu não sei  dizer qual foi mais louca.  Umas foram engraçadas outras acho que terei que fazer tratamento  pra conviver.
Mas como estou viva e pretendo continuar assim, terei outras pelo caminho  eu me conheço.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Matéria : atualidades

“O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou inúmeras muralhas do ódio, e tem nos feito marchar a passos de ganso para a miséria e morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido"




esse texto poderia ser de qualquer escritor atual, mas é do charles chaplin, como todos os gênios, chega a ser meio profético.
por enquanto é isso. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tanta História

Vivi a grande parte da minha vida em uma chácara que beirava a cidade, foi uma infância feliz.
E até hoje em alguns sonhos que se misturam a coisas atuais e passadas eles sempre acontecem naquele lugar, mais propriamente entre a minha casa e a da vó. 
Era uma chácara muito bonita com uma jaqueira frondosa que causava medo. Em dias de chuvas fortes parecia que iria cair em cima da casa da vó, mas tinha uma sombra amiga em dias quentes, onde eu e meus primos mais quantos amigos quiséssemos podiam brincar, e por aqui quase o ano todo é muito quente.
Eram duas casas em 1 alqueire talvez de espaço, fui muito feliz.
E por ter sido tão feliz , tenho muita saudade daquele lugar, que semana passada descobri não existir mais. Então notei como é estranho nos adaptarmos às mudanças, aos ciclos da vida e o tempo que tudo transforma, amadurece e às vezes apodrece.
Mudamos, minha vó faleceu , vendemos a chácara.  Alguém comprou  e virou um loteamento e agora já tem casas sendo construídas e até mesmo algumas pessoas morando em suas casas novinhas, tudo muito bonito. Famílias sendo constituídas.
Mas não para mim ainda que vi a casinha da minha vó e a minha ainda alugadas sei lá por quem em ruínas pelo tempo e a visão bonita que tinha não era exatamente aquela, parece bobo mas foi chocante.
Confesso, me emocionei, prefiro guardar as lembranças que ainda mantenho, passar por lá vai me causar um pouco de desconforto, esse desconforto da mudança meio que inevitável.
E aquilo tudo que fazia parte da minha história e do meu passado agora vai fazer parte da história e do passado de muita gente. 
Pensando bem  aquele lugar que me fez tão feliz vai servir pra muita gente ser feliz também.
Mas tenho pra mim que foi por lá que enterraram meu umbigo.

Desapegar é uma arte dos evoluídos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Por pouco

Tá tudo igual,

As coisas não mudam como gostaríamos, hoje o sol nasceu amarelo do mesmo jeito que se pôs ontem.

Porém algumas coisas podem ser evitadas, como a Ijanara escrevendo sobre a Grande Tupi Paulista.

Foi por pouco, ainda resta esperança.

Obrigado pelo contato,

Fiquem na espreita e aproveitem, o fim do mundo se aproxima... mas não para esse blog.

E Dona Alessandra, tem Beatles cover no MPB dia 14/03, você gostaria de ir?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os Três Mal-Amados

João Cabral de Melo Neto


Joaquim:

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Feliz ano novo!

Esse ano eu só queria uma coisa: Receber em dia.

Um pedido sincero pra Presidente, pra Prefeitura, Xuxa, Papai Noel, Deus, sei lá.

Qualquer um que resolva.

Grato.

Lucky Man (The Verve)

Essa é uma boa música para reflexão, além de que dá uma vontade de pensar sobre a vida o clip também é muito bom.
Dá uma vontade de ter uma casa na praia. rs

O que é felicidade pra você?
Para mim são apenas momentos sem constância, mas todos envolvem pessoas que quero bem , como amigos, família e amores (aqueles que vem e "vãos").

Vamos tocar 2012 como uma melodia e tenho dito.


Happiness
More or less
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh my, my
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just where I am
But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn?
All the love I have is in my mind?
Well, I'm a lucky man
With fire in my hands
Happiness
Something in my own place
I'm standing naked
Smiling, I feel no disgrace
With who I am
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just where I am
But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn?
All the love I have is in my mind?
I hope you understand
I hope you understand
Gotta love that'll never die
Happiness
More or less
It's just a change in me
Something in my liberty
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know
Oh my, my
Oh my, my
Oh my, my
Oh my, my
Gotta love that'll never die
Gotta love that'll never die
No, no
I'm a lucky man
It's just a change in me
Something in my liberty
It's just a change in me
Something in my liberty
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh my, my
Oh my, my
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh my, my
Oh my, my